Cultura e Lazer
Cláudia Santos

Mestre Squisito (dir) no 6° Open Fest

Mestre Squisito (dir) no 6° Open Fest
Ludicidade no jogo da capoeira é tema de palestra em evento internacional no Tocantins
Por Cláudia Santos
“A capoeira é um lugar ao qual todo mundo pode pertencer: negro, branco, forte, fraco, menino ou menina”. Essa foi uma das características dessa cultura destacadas pelo mestre de capoeira e mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília – UNB, Reginaldo da Silveira Costa (conhecido como Squisito), em sua palestra a Ludicidade no jogo da capoeira regional, durante o 6° Open Fest Internacional de Capoeira, ocorrido em Palmas, nos dias 11 e 12 deste mês. Squisito é do Distrito Federal e é ainda especialista em Educação Física e Ciência da Informação.O evento contou ainda com a presença dos mestres de capoeira Fumaça, Tambor e Índio, do Tocantins, mestre Pintado, de Pernambuco e mestre Zé Maria, da Bahia.
Para Squisito, de 56 anos, esse sentimento de pertencimento a um grupo “ou família”, que a capoeira proporciona, tem uma função social importante, uma vez que ajudaria a construir a auto-estima das pessoas, mesmo quando são excluídas da sociedade por fatores diversos, como a pobreza ou a origem étnico-racial. Ele explica que a prática dessa cultura ajuda a romper as amarras das condições físicas, sociais, intelectuais, ajudando a pessoa a superar limites, porque ela trabalha com elementos que atuariam tanto sobre o aspecto físico quanto emocional do praticante da capoeira, como a luta, o ritmo e a musicalidade.
“Qualquer pessoa pode jogar capoeira. Já vi pessoas sem braços que jogam e são felizes com elas mesmas. E é essa alegria e sensação de reconhecimento oferecidos pela capoeira que nos leva a praticá-la. Porque todo ser humano tem a necessidade de ser valorizado”, disse Squisito. Ele acrescenta que a capoeira já desempenhava essas funções no período da escravidão no Brasil, quando o negro sofria de banzo, que ele afirma ser o que consideramos hoje como depressão.
Brincadeira
Para isso, no entanto, Squisito alerta que a capoeira deve ser praticada com dedicação, mas evitando o excesso de seriedade. “A coisa mais séria que existe dentro da capoeira é a brincadeira”, afirma o mestre. E a vaidade ou violência devem ser evitados nessa cultura. O mestre diz que os problemas entre os praticantes da capoeira devem ser levados para a roda e transformados em musicalidade, na forma das disputas entre os cantadores, ou através do próprio jogo, mas sempre com bom humor. “Eu não consigo ter prazer numa roda que tenha violência. E não tenho o menor receio de sair do jogo quando isso acontece!”, disse. Para o mestre, a capoeira consegue resolver o problema de “competir sem competição”.
“A capoeira é um lugar ao qual todo mundo pode pertencer: negro, branco, forte, fraco, menino ou menina”. Essa foi uma das características dessa cultura destacadas pelo mestre de capoeira e mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília – UNB, Reginaldo da Silveira Costa (conhecido como Squisito), em sua palestra a Ludicidade no jogo da capoeira regional, durante o 6° Open Fest Internacional de Capoeira, ocorrido em Palmas, nos dias 11 e 12 deste mês. Squisito é do Distrito Federal e é ainda especialista em Educação Física e Ciência da Informação.O evento contou ainda com a presença dos mestres de capoeira Fumaça, Tambor e Índio, do Tocantins, mestre Pintado, de Pernambuco e mestre Zé Maria, da Bahia.
Para Squisito, de 56 anos, esse sentimento de pertencimento a um grupo “ou família”, que a capoeira proporciona, tem uma função social importante, uma vez que ajudaria a construir a auto-estima das pessoas, mesmo quando são excluídas da sociedade por fatores diversos, como a pobreza ou a origem étnico-racial. Ele explica que a prática dessa cultura ajuda a romper as amarras das condições físicas, sociais, intelectuais, ajudando a pessoa a superar limites, porque ela trabalha com elementos que atuariam tanto sobre o aspecto físico quanto emocional do praticante da capoeira, como a luta, o ritmo e a musicalidade.
“Qualquer pessoa pode jogar capoeira. Já vi pessoas sem braços que jogam e são felizes com elas mesmas. E é essa alegria e sensação de reconhecimento oferecidos pela capoeira que nos leva a praticá-la. Porque todo ser humano tem a necessidade de ser valorizado”, disse Squisito. Ele acrescenta que a capoeira já desempenhava essas funções no período da escravidão no Brasil, quando o negro sofria de banzo, que ele afirma ser o que consideramos hoje como depressão.
Brincadeira
Para isso, no entanto, Squisito alerta que a capoeira deve ser praticada com dedicação, mas evitando o excesso de seriedade. “A coisa mais séria que existe dentro da capoeira é a brincadeira”, afirma o mestre. E a vaidade ou violência devem ser evitados nessa cultura. O mestre diz que os problemas entre os praticantes da capoeira devem ser levados para a roda e transformados em musicalidade, na forma das disputas entre os cantadores, ou através do próprio jogo, mas sempre com bom humor. “Eu não consigo ter prazer numa roda que tenha violência. E não tenho o menor receio de sair do jogo quando isso acontece!”, disse. Para o mestre, a capoeira consegue resolver o problema de “competir sem competição”.
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